segunda-feira, 12 de maio de 2008

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Branca de Neve e Rapunzel Tomam Chá - VI

Branca de Neve – Que descaramento, Rapunzel!

Rapunzel – Quanto rancor, Branca de Neve!

Branca de Neve – Nunca pensei… Vindo de ti… sabes tão bem como eu a falta que uma mãe nos faz…

Rapunzel – Pois sei… Não fales disso, agora… Partes-me o coração…

Branca de Neve – A bruxa ainda gostava de ti, apesar de tudo… ela ao menos não te ….

Rapunzel – Eu sei, eu sei. Ai, desculpa as minhas palavras, Branca de Neve. Vamos voltar a ser as melhores amigas. Vamos?

Branca de Neve – Deixa-me pensar um bocado, está bem?

Rapunzel - …

Branca de Neve - Já está. Vamos ser amigas.

Rapunzel – Que bom é ver-te a rir!

Branca de Neve – Olha, toma um lenço de papel para limpares as lágrimas. Hoje estás proibida de voltar a chorar!

Rapunzel – Ah, ah,ah,ah,ah!

Branca de Neve – Ah, ah, ah, ah, ah!

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terça-feira, 6 de maio de 2008

Branca de Neve e Rapunzel Tomam Chá - V

Branca de Neve – A minha madrasta também me tentou matar três vezes e não estou para aqui lavada em lágrimas.

Rapunzel – Ela fez-te isso, porque tu, tu és uma burra de primeira ordem! Os anões disseram-te, avisaram-te para não abrires a porta a estranhos! Mais, falaram-te que a tua madrasta te perseguia e tu o que é foste fazer, sua teimosa?

Branca de Neve – Agora, o verniz estalou! Acabou-se! Queres lavar roupa suja, queres?

Rapunzel – Por acaso, estou cheia de vontade! Até porque nunca vivi com sete homens antes de casar!

Branca de Neve – Eles eram anões! ANÕES!

Rapunzel – E os anões agora não são homens?

Branca de Neve – São uma espécie de duendes! São mágicos! Mas é óbvio que não podes saber disto, nunca leste um livro na vida…

Rapunzel – Não li, porque não preciso de ler. Eu sei o que é a moralidade, bondade e isso basta-me.

Branca de Neve – Tanto sabes dessas coisas que recebias um homem às escondidas na tua torre secreta. Até, claro, seres apanhada com a boca na botija…

Rapunzel – Pelo menos foi sempre o mesmo, não foram sete!

Branca de Neve – Eram DUENDES, sua ignorante!

Rapunzel – Como queiras! Mas toda a gente sabe que eram anões! Se eram mágicos... só tu podes saber. Eu curei o meu príncipe da cegueira com as minhas lágrimas puras. E tu?

Branca de Neve – És tão ingénua, rapariga. Umas silvas nunca cegaram ninguém. Se o teu príncipe se tivesse lembrado de passar os olhos por água tinha ficado bom num instante.

Rapunzel – Dizes isso por inveja. A ti, nem o teu príncipe te tocou para te salvar. Essa história do beijo, foste tu que inventaste. Foram os criados dele ao transportarem o teu caixão de cristal, ou lá o que é, que tropeçaram numa pedra qualquer e aí, sim! Tu cuspiste o pedaço de maçã entalado na garganta!

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Branca de Neve e Rapunzel Tomam Chá - IV


Branca de Neve – Olha, come um biscoito de amêndoa. Ou queres um de chocolate? Sempre que fico com a telha, só o chocolate é que me acalma!

Rapunzel – Não posso exagerar na comida, Branca de Neve, o meu metabolismo é lento e eu engordo até com o ar.

Branca de Neve – Eu nunca quis tocar neste assunto, mas já que falamos de comida, engordar e assim… Porque é que tens um nome tão esquisito, Rapunzel?

Rapunzel – Foi o nome que a bruxa Gothel me deu… O meu pai ia ao jardim dela apanhar uns pés de uma planta chamada ruibarbo e…

Branca de Neve – Mas isso do ruibarbo é uma planta cujas hastes e raízes são laxativas! Eu tomei um chá disso para emagrecer!

Rapunzel – Pois, mas no meu país essa planta é conhecida por Rapunzel e quando a bruxa estúpida me levou, deu-me o nome dessa planta.

Branca de Neve – Não podia ter escolhido outra planta, como Margarida, por exemplo?

Rapunzel – Não, não podia! Sabes porquê, sabes? Porque ela não gostava de mim! Não gostava de mim!
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quarta-feira, 30 de abril de 2008

Branca de Neve e Rapunzel Tomam Chá - III


Rapunzel – Eu? Que tenho eu de tão errado para não poder ajudar uma amiga em apuros?

Branca de Neve – Para já, nem eu estou em apuros e nem sou tua amiga. Este chá que estamos a tomar chama-se diplomacia. Afinal, somos duas estadistas, não é assim?

Rapunzel – Lamento que penses dessa forma, Branca de Neve. E o chá, a que chamas chá, é uma reles infusão. Para estadista, mandas servir uma água quente boa para lavar o cabelo.

Branca de Neve – Só percebes é de cabelos, Rapunzel.

Rapunzel – Não percebo assim tanto, senão tinha pintado o meu como tu fazes…

Branca de Neve – Claro que não pintas, Rapunzel, mas usas extensões que eu sei muito bem.

Rapunzel – Eu NÃO uso extensões! Cala-te! Cala-te! Cala-te!

Branca de Neve – Se não usas, usaste! Eu sei!

Rapunzel – Só quando a bruxa me cortou o cabelo para enganar o príncipe! Foi um recurso, foi um recurso, não vale…

Branca de Neve – Pronto, não chores, Rapunzel… eu fiquei irritada, não te queria magoar. Perdoas amiga?

Rapunzel – Claro que sim. Eu não gosto de me lembrar da bruxa Gothel…vem-me tudo à cabeça… o príncipe a atirar-se da janela e a ficar cego… eu no deserto à procura de bagas e raízes para comer…
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