
Rapunzel – Eu? Que tenho eu de tão errado para não poder ajudar uma amiga em apuros?
Branca de Neve – Para já, nem eu estou em apuros e nem sou tua amiga. Este chá que estamos a tomar chama-se diplomacia. Afinal, somos duas estadistas, não é assim?
Rapunzel – Lamento que penses dessa forma, Branca de Neve. E o chá, a que chamas chá, é uma reles infusão. Para estadista, mandas servir uma água quente boa para lavar o cabelo.
Branca de Neve – Só percebes é de cabelos, Rapunzel.
Rapunzel – Não percebo assim tanto, senão tinha pintado o meu como tu fazes…
Branca de Neve – Claro que não pintas, Rapunzel, mas usas extensões que eu sei muito bem.
Rapunzel – Eu NÃO uso extensões! Cala-te! Cala-te! Cala-te!
Branca de Neve – Se não usas, usaste! Eu sei!
Rapunzel – Só quando a bruxa me cortou o cabelo para enganar o príncipe! Foi um recurso, foi um recurso, não vale…
Branca de Neve – Pronto, não chores, Rapunzel… eu fiquei irritada, não te queria magoar. Perdoas amiga?
Rapunzel – Claro que sim. Eu não gosto de me lembrar da bruxa Gothel…vem-me tudo à cabeça… o príncipe a atirar-se da janela e a ficar cego… eu no deserto à procura de bagas e raízes para comer…
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