
Rapunzel – Muito obrigada, Branca de Neve, está bem assim. Detesto ver uma chávena de porcelana fina a transbordar de chá, depois o pires fica encharcado, fica a chávena a pingar…Desculpa estas manias, Branca de Neve.
Branca de Neve – Oh minha querida, eu desculpo tudo depois de viver com os sete anões! Passava o dia a varrer, a arrumar, a cozinhar. Tinha de arrumar coisas minúsculas dentro daquela casa minúscula. Um pesadelo com dores de costas, um horror!
Rapunzel –Mas eles não te salvaram a vida?
Branca de Neve – Se achas que salvar a vida a alguém é dizer: olha, ficas aqui connosco, mas limpas, cozinhas, coses e cuidas de nós que somos sete anões podres de ricos!
Rapunzel – Que bela maneira de lhes agradecer a hospitalidade, Branca de Neve. Eles até te fizeram um caixão de cristal quando foste envenenada pela tua madrasta.
Branca de Neve – Disseste bem! Fizeram um caixão porque pensaram que eu já tinha ido desta para melhor. Nem sequer se deram ao trabalho de pôr um espelhinho debaixo do meu nariz para ver se ele ficava embaciado! Só para o caso de eu estar VIVA!
Rapunzel – Não precisas de gritar comigo. Eu entendi perfeitamente. Acho que precisas de ajuda especializada para resolver essa questão da tua vida.
Branca de Neve – Eu convidei-te para tomares chá no meu palácio e não para me dares conselhos, para isso tenho o Grilo do Pinóquio.
Rapunzel – Pois, eu acho, então, que devias ouvi-lo mais vezes. Ele é muito acertado e tu és uma pes…
Branca de Neve – BASTA, Rapunzel! Basta. Não preciso que me digas o que fazer, logo tu!
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